Política de Privacidade
Esta página descreve o que sai do seu computador, o que não sai, e o que fazemos com o que passa por nós. Sem eufemismo: se algo trafega, está dito aqui. A versão web tem uma diferença importante — o áudio do Laudar vai a um serviço de transcrição, junto com o seu vocabulário de fala —, descrita em Transcrição da voz na versão web.
Controlador
O Ditarad é o controlador dos dados descritos nesta página. Pedidos sobre os seus dados, dúvidas sobre esta política e o contato do encarregado passam todos pelo mesmo endereço: suporte@ditarad.com.br. Na transcrição da voz na versão web os papéis são outros, descritos na seção própria.
O que não sai da sua máquina no aplicativo instalado
No aplicativo instalado, o áudio do ditado não é enviado a lugar nenhum. O reconhecimento de voz roda localmente, pelo Whisper, dentro do próprio app — não há serviço de transcrição na nuvem no caminho. Na versão web é diferente, como descrito em Transcrição da voz na versão web. O celular do Ditarad USG é a exceção do aplicativo instalado: o áudio ditado no telefone passa pelo nosso relé até chegar à estação e, depois do seu aceite, à Groq, como descrito em Ditarad USG: o celular e o relé.
Os PDFs de referência da sua biblioteca ficam só no seu computador: não sincronizamos, não temos cópia — e é por isso mesmo que a limpeza da estação, descrita em Seus direitos, só os apaga depois de guardá-los no arquivo de backup local descrito lá — não há cópia nossa de onde eles voltem, e o PDF que não couber nesse arquivo não é apagado. No aplicativo instalado, o laudo que você está ditando, enquanto não for gravado, também não sai da máquina — o que sincroniza é o arquivo de laudos já gravados, descrito na seção seguinte.
As preferências que descrevem a máquina, e não você — o modelo de transcrição instalado, a pasta de backup, a pasta de máscaras — também ficam locais. Não faria sentido empurrar o modelo grande de um computador rápido para um notebook que não o aguenta.
O que fica na sua conta na nuvem
Para você ter o mesmo material em casa e no hospital — e para poder limpar uma estação compartilhada ao sair do plantão sem perder nada — a sua conta guarda uma cópia de: máscaras, auto-textos, vocabulário de fala, as preferências que são suas e o arquivo de laudos gravados.
O conteúdo de cada médico fica num arquivo separado no nosso servidor: um por conta, apartado dos arquivos dos outros médicos e do banco onde ficam as contas e as licenças. Esse servidor fica em São Paulo, no Brasil — é ali que a sua cópia mora.
Todo esse conteúdo é cifrado antes de ser gravado (AES-256-GCM) — máscaras, auto-textos, vocabulário de fala, preferências e laudos, os cinco —, com uma chave que fica fora dos arquivos. Sem eufemismo: a chave é nossa, e portanto isto não é criptografia de ponta a ponta — não vamos dizer que "nem nós conseguimos ler", porque conseguimos. É justamente por a chave ser nossa que conseguimos recuperar uma máscara sua se você pedir ajuda. O que a cifragem protege é o vazamento do arquivo: quem levar uma cópia dele não leva o seu conteúdo.
Sem usar a chave, o que o nosso servidor lê de cada item é: a conta a que pertence, o tipo (máscara, auto-texto, vocabulário, preferência ou laudo), a data da última alteração, o tamanho e a chave do item — e a chave é uma coisa diferente em cada tipo:
- na máscara, é o caminho do arquivo dentro da sua árvore de máscaras, o que inclui a pasta e o nome do exame, em claro. O texto da máscara, esse vai cifrado. Para o servidor conseguir listar a sua árvore sem abrir nada, ele guarda também a pasta e o nome derivados desse caminho — e nada além disso;
- no auto-texto, é um hash da frase ditada, não a frase;
- no vocabulário de fala, é a palavra fixa
vocab; - na preferência, é o nome dela (por exemplo,
tema). O valor escolhido vai cifrado; - no laudo, é um identificador opaco de 26 caracteres, que não descreve exame nenhum: ele carrega o instante em que o laudo foi criado e 80 bits sorteados, e nada mais. Nome do exame, achados e impressão vão todos dentro do conteúdo cifrado.
Versões anteriores: quando um item muda, guardamos a versão que ele tinha antes, também cifrada — as dez últimas de cada item, como rede de segurança. Apagar um item não apaga esse histórico; o que apaga tudo é o fim do prazo de retenção abaixo ou a exclusão da conta.
Laudo só em computador verificado por e-mail: o arquivo de laudos só sobe e só desce num computador que passou pelo código de 6 dígitos que mandamos para o seu e-mail ao vincular a conta. Num computador vinculado que ainda não passou por esse código, as máscaras, os auto-textos, o vocabulário e as preferências sincronizam normalmente, e os laudos ficam de fora — não sobem, não descem e o histórico deles também não é servido.
Por quanto tempo: enquanto a sua assinatura estiver ativa e por 90 dias depois do fim dela. Avisamos por e-mail quando esse prazo começa, e os 90 dias correm tanto do fim da assinatura quanto do dia em que esse aviso saiu — vale o que terminar por último, para ninguém perder o acervo antes de ter tido os 90 dias de aviso na mão. Passado o prazo sem você voltar, apagamos o conteúdo — não a conta: ela continua existindo, e se você renovar, volta a sincronizar do zero. Se você excluir a conta, apagamos na hora.
Exportar: enquanto o app abre, um clique nos ajustes exporta o perfil — máscaras, auto-textos e vocabulário — num único arquivo. Essa exportação não inclui o arquivo de laudos, e o app fica atrás do portão de licença quando a assinatura termina. Dentro da janela dos 90 dias, o caminho para ter os seus dados de volta é o pedido de acesso e portabilidade descrito em Seus direitos, mais abaixo.
O que sai, e para onde
O texto dos seus laudos sai do computador por dois caminhos diferentes, e a distinção que importa não é "sai ou não sai": é para quem vai e a mando de quem.
O primeiro caminho é a sincronização da sua conta, descrita na seção anterior. Ela é automática — o app envia quando você grava um laudo, sem você pedir de cada vez — e vai só para o nosso servidor, cifrada, para ficar disponível nas suas outras máquinas.
O segundo caminho são as três ações de IA, e cada uma delas é um pedido explícito seu: Laudar com IA, gerar a impressão diagnóstica e o botão Revisar com IA. Nelas, o texto do laudo em edição é enviado a um terceiro — o provedor do modelo de linguagem —, o que a sincronização nunca faz. Copiar o laudo não manda nada ao provedor do modelo — mas também não é um gesto sem envio: o comando de voz que copia o laudo arquiva o laudo, e arquivar é gravar, o que dispara a sincronização da conta descrita acima. A IA incluída no plano é o único modo: não há chave de provedor para configurar, e o app não fala com provedor nenhum por fora do nosso servidor. Além disso o aplicativo verifica se há uma versão nova, o que não leva conteúdo nenhum — está descrito em Verificação de atualização, mais abaixo.
1. IA incluída no plano
É o modo padrão, e vem com uma cota mensal de uso. O texto vai ao nosso servidor, que o repassa ao provedor do modelo usando a chave que nós pagamos. Se a cota do mês acabar, o app avisa e você pode ampliar o limite pela sua conta no site. Nesse trajeto:
- O que é enviado é o texto do laudo em edição. Ele não leva nome de paciente, número de exame nem qualquer identificador — o app não tem esses campos, e o laudo que você dita não precisa deles.
- É passagem, não armazenamento: não armazenamos o texto enviado nem a resposta do modelo. Eles existem em memória durante a requisição e são descartados quando ela termina.
- Registramos apenas contadores: quantas requisições e quantos tokens cada conta consumiu em cada mês. É o que permite operar o serviço dentro do custo. A tabela que guarda esses números não tem, e não pode ganhar, nenhuma coluna de texto — há um teste automatizado que falha se alguém tentar acrescentar uma.
- Os registros de operação guardam data, conta, código de resposta, duração e o endereço IP de quem fez a requisição — como faz qualquer servidor web, e pelo mesmo motivo: sem ele não se investiga abuso nem se distingue uma falha de um ataque. Nunca um trecho do laudo, nunca uma credencial.
- Estatísticas de uso. O app envia ao nosso servidor, junto com a verificação periódica da licença, apenas contadores diários: quantos laudos foram criados e finalizados, segundos de ditado, número de transcrições, máscaras usadas por categoria, atalhos expandidos, formulários guiados abertos, aberturas do app e a versão instalada. São só números: nenhum desses contadores leva texto de laudo, áudio ou dado de paciente. Usamos esses números para saber quais funções são usadas e onde o app falha.
- Usamos uma conta paga no provedor do modelo. A diferença importa: no nível gratuito de vários provedores o conteúdo enviado pode ser usado para melhorar produtos e treinar modelos; no nível pago, não.
2. Sem IA
Se a IA não estiver disponível na sua instalação, ou você simplesmente não acionar nenhuma das três ações, nada vai para o provedor do modelo: nenhum trecho de laudo é enviado a um terceiro. A sincronização da sua conta é outra coisa e continua acontecendo — ela é automática, vai só para o nosso servidor e está descrita acima; ficar sem IA não a desliga. O ditado, as máscaras, os auto-textos, a revisão por regras e o arquivo de laudos continuam funcionando inteiros — a IA acrescenta a edição por linguagem natural, a impressão diagnóstica e o passe de consistência, e o resto do app não depende dela.
Verificação de atualização
Vale nos dois modos acima, inclusive sem IA: o aplicativo verifica atualizações ao abrir e a cada seis horas. A requisição leva o sistema operacional, a arquitetura e a versão instalada — nunca a chave de licença, nunca conteúdo de laudo. O contador que guardamos é uma linha por versão, sem endereço IP e sem nada que identifique a sua estação: todas as instalações naquela versão somam na mesma linha.
Sendo exatos: como qualquer requisição a qualquer servidor web, esta também passa pelo registro de operação descrito acima, que guarda o endereço IP por até 90 dias. O que não existe é ligação entre esse registro e o contador — e nem o registro nem o contador levam licença, conta ou conteúdo.
Entrar com o Google
Criar a conta pelo Google é opcional: e-mail e senha
funcionam igual. Quando você escolhe esse caminho, o Ditarad pede os escopos
openid email profile e recebe de volta três coisas: um
identificador da sua conta Google, o seu e-mail e o seu nome.
Esses dados servem exclusivamente para criar e autenticar a sua conta no Ditarad. Não pedimos acesso ao Gmail, ao Drive, aos contatos nem a qualquer outro dado da sua conta Google, e não temos como alcançá-los. Nada disso é vendido, alugado ou compartilhado com terceiros para publicidade. Você pode pedir a exclusão a qualquer momento.
Dados tratados, por quê, e por quanto tempo
| Dado | Para quê | Base legal | Retenção |
|---|---|---|---|
| E-mail, nome, senha (guardada como hash), identificador do Google (só se você entrar pelo Google) | criar e autenticar a conta | execução de contrato (art. 7º, V) | enquanto a conta existir |
| Códigos de confirmação de e-mail e de redefinição de senha | verificar o e-mail, redefinir a senha | execução de contrato (art. 7º, V) | até expirar — são de uso único e com prazo |
| Código de 6 dígitos que autoriza um computador novo — guardado como hash, nunca em claro | confirmar, pelo seu e-mail, que o computador que está entrando na conta é seu | execução de contrato (art. 7º, V) | 10 minutos, três tentativas — o que vier primeiro; some no acerto, no erro que esgota as tentativas e no vencimento |
| Cookie de sessão do site | manter você logado | execução de contrato (art. 7º, V) | 30 dias, ou até o logout |
| Chave de licença, organização e plano | autorizar o uso do app | execução de contrato (art. 7º, V) | enquanto a licença existir |
| Registro do computador vinculado: um identificador derivado do hardware, o nome que você deu a ele, a data do vínculo, a data em que ele passou pelo código por e-mail, a versão do app instalada e a data em que ele falou com o servidor pela última vez | contar quantas estações usam a licença ao mesmo tempo, liberar os laudos só em computador verificado, e mostrar a você a lista de computadores da sua conta | legítimo interesse (art. 7º, IX) | enquanto o computador estiver vinculado — a linha sai quando você usa "Sair desta conta" nele, quando você o desvincula no painel do site, ou quando exclui a conta |
| Contadores mensais de uso da IA — só números | operar a cota dentro do custo | execução de contrato (art. 7º, V) | enquanto a conta existir; é o histórico que calibra o limite |
| E-mail na lista de aviso de novidades — só o endereço de quem se inscreveu na lista de espera do site. Ter conta no app não coloca você nessa lista | avisar sobre o lançamento e sobre novidades do produto. Essa lista fica no serviço de envio de e-mail que usamos | legítimo interesse (art. 7º, IX) | até você pedir para sair, escrevendo para o contato do topo desta página |
| Registros de operação — data, conta, código de resposta, duração, endereço IP | segurança e diagnóstico de falhas | legítimo interesse (art. 7º, IX) | até 90 dias |
| Contador de verificações de atualização — sistema operacional, arquitetura, versão e uma contagem. Não é dado pessoal: não há endereço IP, conta, licença nem identificador de estação, e a mesma linha serve a todas as instalações que partilham aquela versão | saber quantas instalações ainda estão numa versão antiga antes de exigir uma atualização mínima | legítimo interesse (art. 7º, IX) | sem prazo — são poucas linhas, uma por versão, e o número de linhas é limitado |
| Texto do laudo em edição, em trânsito pelo nosso servidor | executar a edição por IA que você pediu | execução de contrato (art. 7º, V) | nenhuma — existe em memória durante a requisição |
| Conteúdo de trabalho — máscaras, auto-textos, vocabulário de fala e as preferências que são suas, cifrados em repouso com chave nossa | manter o mesmo material em todas as suas máquinas | execução de contrato (art. 7º, V) | enquanto a assinatura estiver ativa e por 90 dias depois do fim dela (contados também do aviso por e-mail) — ou até você excluir a conta, o que apaga na hora |
| Arquivo de laudos gravados, cifrado em repouso com chave nossa | manter o arquivo disponível em todas as suas máquinas e permitir limpar uma estação compartilhada sem perder o histórico | execução de contrato (art. 7º, V) | enquanto a assinatura estiver ativa e por 90 dias depois do fim dela (contados também do aviso por e-mail) — ou até você excluir a conta, o que apaga na hora |
| As dez últimas versões anteriores de cada item acima, cifradas do mesmo jeito | poder devolver a você a versão anterior de uma máscara ou de um laudo que foi sobrescrito | execução de contrato (art. 7º, V) | o mesmo prazo do item a que pertencem; apagar o item não apaga o histórico dele |
Cookies
Os cookies do site são todos essenciais — nenhum existe para medir você:
- o cookie de sessão, que mantém você logado (30 dias, ou até o logout);
- um marcador de "está logado", que só serve para o cabeçalho do site mostrar "Conta" em vez de "Começar". Ele não vale como login: quem o forjar não entra em lugar nenhum;
- um cookie anti-falsificação (CSRF), que impede que outro site consiga enviar um formulário em seu nome;
- um cookie de vida curta criado no login com o Google, que existe só durante o redirecionamento (10 minutos) e serve para provar que a volta do Google corresponde à ida que você iniciou;
- um cookie de vida curta (10 minutos) criado quando o app pede para vincular um computador, para que a página de login saiba devolver você à tela de autorizar depois de entrar.
Além deles, o site guarda no seu navegador a preferência de tema (claro ou escuro), que nem chega a ser cookie: fica no armazenamento local e não é enviada a lugar nenhum.
Não há cookie de terceiro, não há analytics e não há pixel de rede social
— nem hoje, nem depois. Isso não é promessa: a política de segurança de
conteúdo do site (Content-Security-Policy) só permite carregar
recursos do próprio domínio, o que torna a afirmação verificável de fora.
Cookie essencial se informa, não se consente — por isso não há banner
aqui.
Quem mais toca nesses dados
Operam dados por nossa conta, cada um no seu pedaço: o provedor do modelo de linguagem (numa conta paga, nível em que o conteúdo não alimenta treinamento), o provedor do servidor onde o serviço de licenças roda, o serviço de envio de e-mail transacional — que é quem entrega a confirmação de e-mail, a redefinição de senha, o código de 6 dígitos do computador novo e o aviso dos 90 dias, e que também hospeda a lista de aviso de novidades descrita na tabela acima — e, quando a assinatura automática entrar no ar, o processador de pagamentos. Nenhum deles recebe dado além do necessário para a função que exerce. O único que chega perto do texto do laudo é o provedor do modelo, e só nas três ações de IA que você aciona: o serviço de e-mail e o processador de pagamentos nunca recebem conteúdo de laudo, máscara, auto-texto ou vocabulário.
Transcrição da voz na versão web
Na versão web (ditarad.com.br/app) não há Whisper no seu
computador. Quando você usa o Laudar por voz, o áudio vai,
em blocos de até 55 segundos, do navegador ao nosso servidor e dele à
Groq Inc., nos Estados Unidos, só para
virar texto. Junto com o áudio vai um guia de transcrição: o nome do
exame, o guia de ditado da máscara e o seu vocabulário de fala (inclusive o
da máscara estruturada). É ele que ajuda o reconhecimento a acertar os
termos; a Groq o recebe só para essa transcrição.
No nosso servidor, o áudio e o guia passam só pela memória: não são
gravados em disco nem em log. Da transcrição registramos a conta, os
segundos cobrados, a duração e o resultado da chamada — nunca o áudio, o
texto transcrito nem o guia. O nome do exame aberto vai no endereço da
requisição; o registro de acesso do servidor guarda esse endereço com o
nome do exame redigido (substituído por
REDACTED), junto com a data, a conta e o endereço IP, como
descrito em O que sai, e para onde.
Por padrão, a Groq não retém as requisições, mas pode guardar entradas e saídas por até 30 dias para investigar abuso ou falha. A nossa conta está configurada com retenção zero, que desliga essa guarda. A Groq não usa os dados para treinar modelos sem permissão (console.groq.com/docs/your-data, consultado em 13 de setembro de 2026).
Nesse tratamento, o médico ou a clínica que lauda é o controlador dos dados do paciente; o Ditarad é o operador e a Groq, suboperadora. A base legal do tratamento é a do controlador. Antes da primeira transcrição a tela pede o seu aceite: é a instrução do controlador para usarmos a suboperadora e fazermos a transferência internacional, que se apoia nas cláusulas contratuais de proteção de dados da Groq (LGPD, art. 33, II). Você retira essa instrução em Configurações → Inteligência artificial → Desligar transcrição na nuvem; a partir daí, o Laudar da versão web só volta a usar a voz depois de um novo aceite.
No aplicativo instalado nada disso acontece: o áudio e o vocabulário continuam no seu computador — a exceção é o celular do Ditarad USG, cujo áudio também vai à Groq depois do mesmo aceite, como descrito na seção seguinte.
Ditarad USG: o celular e o relé
O Ditarad USG é o celular usado como microfone durante um exame de ultrassom, com o laudo escrito pela estação — o computador com o aplicativo instalado ou, quando nenhum computador está atendendo, o próprio site. É a única situação em que o áudio ditado com o aplicativo instalado passa por um servidor nosso — o relé, que apenas repassa o que está em trânsito entre o celular, a sua estação e, depois do seu aceite, a Groq — e por isso ela está descrita à parte.
O que sobe. Do celular sobem, para o relé no nosso servidor, o áudio de cada trecho da fala e o nome do exame escolhido na tela; volta, pelo mesmo relé, o texto transcrito de cada trecho — pela Groq ou, na reserva, pela estação. Ao tocar em Laudar sobe a transcrição inteira do exame, e volta o texto do laudo com as edições. Se você optar por enviar a fala como foi dita, sobe a transcrição crua, sem laudo.
Onde fica, e por quanto tempo. O relé é memória, não arquivo: ele não grava em disco, e o áudio, a transcrição e o laudo não entram em log, o registro técnico do que o servidor fez. Cada trecho de áudio fica em memória só enquanto é transcrito, na Groq ou na estação, no máximo 90 segundos; o pedido de laudo e o seu resultado ficam à disposição do celular por até dez minutos e depois somem. Reiniciar o servidor apaga tudo isso.
Quem transcreve e quem escreve. Depois do seu aceite — o mesmo da versão web, pedido no celular na primeira vez —, o relé manda o áudio de cada trecho à Groq, nos Estados Unidos, junto com o nome do exame e o seu vocabulário de fala, só para virar texto, nas condições descritas em Transcrição da voz na versão web, e o texto volta ao celular. Sem o aceite, ou se a Groq não responder, quem transcreve é o Whisper da estação, no seu computador. O laudo é escrito pelo modelo de IA incluído no plano, chamado a partir da estação, com as mesmas regras da seção O que sai, e para onde.
Sem computador atendendo. Se nenhum computador com o aplicativo está atendendo, quem atende o celular é o próprio site. Aí só a Groq transcreve — sem o seu aceite não há transcrição —, o laudo é escrito pelo mesmo modelo de IA do plano, chamado pelo nosso servidor, e o laudo que você envia é gravado nos seus laudos da conta, cifrado, como os laudos sincronizados: você o encontra em ditarad.com.br/app e, depois do vínculo por código, no aplicativo instalado.
Mudo. Com o microfone em mudo, o celular não guarda nem envia áudio: a conversa com o paciente não é gravada — não é "gravada e descartada", é não gravada.
Transferência internacional
Três tratamentos acontecem fora do Brasil. O provedor do modelo de linguagem processa o texto do laudo nas três ações de IA, e a base é a mesma execução de contrato que autoriza o tratamento — sem ela, a função de IA não existe. A transcrição da voz leva à Groq Inc., nos Estados Unidos, o áudio do Laudar da versão web e o do celular do Ditarad USG, com o guia de transcrição descrito na seção da versão web. O serviço de envio de e-mail também é estrangeiro, e recebe o seu endereço para entregar a confirmação de e-mail, a redefinição de senha, o código do computador novo, o aviso dos 90 dias e os avisos de novidade. O conteúdo sincronizado fica no servidor onde o serviço de licenças roda, em São Paulo, no Brasil — máscaras, auto-textos, vocabulário, preferências e o arquivo de laudos não saem do país por esse caminho. A exceção é o guia de transcrição: o vocabulário de fala e o guia de ditado da máscara acompanham o áudio do Laudar da versão web até a Groq, e o vocabulário de fala e o nome do exame acompanham o áudio do celular do Ditarad USG, como descrito nas seções anteriores.
Seus direitos (LGPD, Lei 13.709/2018)
Você pode pedir confirmação de que tratamos os seus dados, acesso a eles, correção do que estiver incompleto, inexato ou desatualizado, anonimização, bloqueio ou exclusão do que for desnecessário, excessivo ou tratado fora da lei, portabilidade, eliminação dos dados que tenhamos tratado com o seu consentimento, informação sobre com quem os compartilhamos, informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e o que acontece se você não fornecer, e revogação de consentimento — escrevendo para suporte@ditarad.com.br. Respondemos em até 15 dias.
Hoje nenhum tratamento nosso depende do seu consentimento: tudo o que está na tabela acima é execução de contrato ou legítimo interesse. Os três direitos que giram em torno de consentimento estão listados porque são seus de qualquer forma, e valem no dia em que algum tratamento passar a depender dele.
A exclusão você faz sozinho, pelo link Excluir minha conta no rodapé da sua página de conta — é imediata, e não guardamos cópia. Ela apaga a conta, as licenças, o registro dos aparelhos, os contadores de uso e tudo o que a sua conta guardava na nuvem: máscaras, auto-textos, vocabulário, preferências e o arquivo de laudos cifrado, inclusive as versões anteriores que guardávamos como rede de segurança.
Os arquivos no seu computador são seus, e você os apaga quando quiser. Nós nunca apagamos nada da sua máquina por conta própria — mas o próprio app limpa aquela estação em duas situações: quando você usa "Sair desta conta" nela e quando outra conta é vinculada naquele computador. A segunda acontece sem perguntar, e é o que impede que o seu conteúdo suba, em silêncio, para a conta de quem sentou na estação depois de você.
Sair não apaga nada da sua conta na nuvem — é exatamente a cópia lá que torna seguro limpar aqui. Ao sair, o app também pede ao nosso servidor para desvincular aquele computador, e ele deixa de contar como vaga da sua licença; se esse pedido falhar (você está offline, o servidor não responde), o app avisa na tela e a vaga fica presa até você desvinculá-la no painel do site. Não prometemos que ela sempre sai sozinha.
A limpeza vai além do que sincroniza, porque um rastro só nosso não serviria de nada para quem senta na estação depois. Nas duas situações saem da máquina: as máscaras, os auto-textos, o vocabulário e as preferências que sincronizam; todos os laudos, com o banco compactado depois para o texto apagado não continuar legível dentro do arquivo; os PDFs de referência da sua biblioteca e as fichas deles, que nunca sincronizaram e por isso só existem ali — por isso mesmo eles são os únicos cuja remoção depende de o arquivo de backup ter dado certo: o PDF que não entrou nele fica onde está; as cópias do banco que o app guarda antes de cada atualização; os contadores de uso do dia e o rastro de uso dos tópicos de referência (quantas vezes você abriu cada um e quando — os tópicos em si vêm com o app e continuam lá); e a pasta de backup configurada, que é desligada para os backups do próximo dono não caírem na sua nuvem. Não são tocados os modelos de transcrição baixados e as demais preferências da máquina — a pasta de backup e a retenção dela (quantos backups guardar) são a exceção, e saem juntas.
Nas duas, antes de apagar, o que ainda não tinha subido — laudos inclusive, e a biblioteca de PDFs de referência inteira, que nunca sobe — é gravado num arquivo de backup na pasta de backup configurada no app (por padrão, na própria máquina), guardado por 30 dias e apagado automaticamente depois disso, na primeira vez que o app abrir; esse arquivo não sobe para a nuvem e nós não temos acesso a ele — mas ele tem o texto dos laudos em claro e os PDFs da sua biblioteca, então, se essa pasta for uma unidade de rede ou uma pasta sincronizada por outro serviço (Dropbox, iCloud, OneDrive e afins), ele sai da sua máquina do mesmo jeito que o resto do conteúdo dessa pasta. O app mostra o caminho dele ao terminar, para você levar ou apagar antes de deixar o computador. O detalhe das duas situações está na cláusula 10 dos termos de uso.
Responsabilidade profissional
O Ditarad é uma ferramenta de redação. O laudo é seu: revise antes de assinar. Nenhuma sugestão da IA substitui a sua leitura do exame. As regras completas de uso estão nos termos de uso.
Mudanças nesta política
Mudança relevante é avisada por e-mail a quem tem conta, com 30 dias de antecedência. Em vigor desde 11 de agosto de 2026; a última atualização foi em 9 de outubro de 2026:
- No Ditarad USG, quando nenhum computador está atendendo, o próprio site atende o celular: escreve o laudo com o modelo de IA do plano e grava o laudo que você envia nos seus laudos da conta.
- Em 8 de outubro de 2026, no Ditarad USG, depois do seu aceite, o áudio ditado no celular também vai à Groq, nos EUA, só para virar texto; se ela não responder, a estação transcreve, como antes.
- Antes disso, em 8 de outubro de 2026, entrou a transcrição da voz na versão web: o áudio do Laudar no navegador vai à Groq, nos EUA, junto com o seu vocabulário de fala, só para virar texto, e no aplicativo instalado continua local.
Em 22 de setembro de 2026 entrou a seção do Ditarad USG, o celular usado como microfone no ultrassom, cuja fala passa pelo relé do nosso servidor a caminho da sua estação.
A atualização anterior, de 7 de setembro de 2026, mudou bastante coisa:
- a versão anterior dizia que só o arquivo de laudos era cifrado. Era falso, e no sentido que nos desfavorecia: máscaras, auto-textos, vocabulário e preferências são cifrados também;
- a página passou a dizer, item por item, o que o servidor lê sem a chave, e a não fingir que o caminho da máscara é opaco;
- entraram as versões anteriores guardadas, o código de 6 dígitos que autoriza um computador novo e a lista completa do que guardamos sobre cada computador vinculado;
- a retenção de 90 dias deixou de ser promessa e passou a ser rotina no servidor, com o aviso por e-mail antes;
- a seção de cookies foi refeita: a versão anterior dizia que o site não gravava cookie nenhum, e isso deixou de valer quando a conta entrou no ar. O mesmo para o login com o Google, que já está funcionando;
- entrou a lista de aviso de novidades, que a versão anterior não mencionava;
- a limpeza de estação ganhou a lista do que de fato sai da máquina — inclusive os PDFs de referência, que não sincronizam, vão para o arquivo de backup local antes de sair e só são apagados se couberem nele;
- a política passou a dizer onde o servidor fica (São Paulo, Brasil), e com isso a seção de transferência internacional passou a poder afirmar que o conteúdo sincronizado não sai do país;
- o contato passou a ser suporte@ditarad.com.br.